April 15, 2009

Vou me embora, para qualquer lugar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Chega de poesia!

                                                                                                             (___Fim da linha?) 

September 30, 2008

Encomendaram-me um texto, hoje!

M-E-R-A-V-I-G-L-I-A!!!!!!!

Tutto a me è capitato oggi!

September 12, 2008

Oggi, sono andata in macchina al centro della città per lavoro. Non, io non guidavo la macchina, ero solo uno dei due passeggeri.

La macchina non è nuova e è un po’ rotta. Per accendere il motore è stata una cosa proprio giocosa: il mio capo stringeva due fili che non se univano mai e così la macchina cominciava a fare quello rumore indimenticabile di macchina vecchia. Questo è durato più o meno due minuti, più o meno. Andavamo allora con destino alla Piazza della Republica quando, in mezzo alla Presidente Vargas, è morta. Magari!  Il flusso di automobili era grande, e noi.. Beh, mio capo ha aperto la porta acanto a sé e è uscito della macchina per stringere nuovamente dei fili. Questo è durato più o meno tre minuti ed io che guardavo la scena (ero seduta acanto all’autista), tentavo facere dei fotografie per ridere dopo. Ma, la foto migliore è quella fatta dal mio collega, che qui metto dopo questo testo.

Dopo di questo, quando in fine riuscimo ad arrivare al Palazzo della Piazza della Republica (di numero 22), il mio capo ripara dei fili coll’ausilio del mio stiletto e della mia scoth e lascia le chiavi con me.

- Vado subito a fare un lavoro e ritorno. Aspettatemi qui.

Sì, noi due non l’abbiamo aspettato. Entramo nel Saara e, dopo molto tempo e in mezzo a un sacco di gente, abbiamo incontrato qui? Il mio capo! Ma che coincidenza! Lui non era per stare lì…

Allora, restiamo li, facendo qualche acquisto e caminando.

Dopo, andiamo alla Spiaggia Rossa e, quando mi sono acorta, era già il tempo di trovare una amica per fare un lavoro academico. Ma c`era una fiera di libri con 50% di sconto e, allora, ho comprato un bel libro di architettura per solo R$2,00.

- Bell’acquisto - mi dice la commessa.

Il mio capo dice che mi lasciava alla casa della mia amica, nella regione di Flamengo. Dico la via, il numero, prossimo di dove era e… non l’abiamo trovata!

- Andiamo, capo…

Penso che questo è influenza del giorno 11 settembre.

(Fortuna!  La macchina non è fermata più…)

                                                  Il mio dolce giorno di 11 setembre 2008

(: Ascoltatevi! –> " Lasciatemi cantare colla guitarra in mano/ Lasciatemi cantare solo l’italiano"

21-25 maggio 2008

May 24, 2008

Gli ultimi giorni festivi prima di questi che sucedono adesso

A mão com que escrevo estas linhas não parece cansada, como o resto do corpo, que também sente na pele o cortar dos 9º C que silenciam a cidade, lá fora. A serra desta vez pintou em mim novos tons pastéis, tão românticos como o cair das folhas no boulevar principal de Friburgo (chamado pelos turistas de canal, o Rio Bengala de meus contemporâneos).

É o último feriado que a minha prancheta improvisada abriga com certa serenidade os afazeres acadêmicos; mas deixemo-os, por hora. São meus últimos dias pré-estágio, o sol das manhãs anima uma corrida pelo Country, minha agenda reserva um espaço para cuidados estéticos, eu me darei tempo de ler alguns livros. Rever amigos, namorar, ficar em casa com a minha família.

Ler jornal, ver novela, passear pelos shoppings, pelas ruas, tomar um suco no Bistrô da Ariosto, degustar um sorvete no Fribourg, fazer nada, unhas, histórias…

Ser soltanto la la la pela última vez em algum tempo

                                                                        ma non troppo.

(: Ascoltatevi!-> Immenso (Andrea Bocelli)

29

May 1, 2008

Introdução explicatória (ou tentativa de escrever algo além):

Ontem, ao acordar - atrasada, com o corpo mole e muita chuva lá fora - resolvi por não ir à faculdade. Terminei de ajeitar as coisas na mala, tomei um banho, meu café-da-manhã sempre reforçado e tirei o lixo (duas sacolas, sendo uma de lixo reciclável). Ao abandoná-las na porta e compartimento de transporte vertical de dejetos sólidos em edifícios, deparei-me com uma sacola branca contendo três revistas. Tratavam de moda e estavam em perfeito estado. Como estavam ali, ninguém as queria. Tomei duas para mim.

Voltei ao apartamento, liguei para a Rádio Táxi Niterói e liguei a TV do quarto (a atendente informara-me que o carro chegaria em vinte minutos). Como não conseguira trocar a passagem para Friburgo pelo telefone (o sistema havia caído), resolvi tentar a sorte na Rodoviária mesmo. Eram quase 11h.

O táxi chegou. Depois de algum trânsito e mais chuva, cheguei a estação de embarque intermunicipal da cidade. O próximo ônibus sairia às 13h, fazer o quê, espero. As duas revistas foram, então, de grade auxílio. Em uma delas - edição de fevereiro deste ano - falava sobre a tão em voga pole dancing (aquela da Alzira de Duas Caras, Rede Globo 21h), Le plat du jour, uma receita de almoço florentino, entrevista com MC Catra (que vai candidatar-se a vereador este ano), outra com Thiago Mendonça (o Bernardinho da mesma novela global) - falando sobre preconceitos - e uma nota intitulada "As boas coisas do Rio de Janeiro…", que irei reproduzir aqui:

"- A roda-gigante do Forte de Copacabana, com 36 meros de altura que vai até nove de fevereiro.

-Tomar um delicioso sorvete de baunilha com brigadeiro (brigadeiro mesmo!) da Mil Frutas.

- Aproveitar o fim da tarde na Orla.

-Poder dar "aquele" mergulho, em qualquer praia do Rio, na volta do trabalho e ainda aproveitar o "resto" de sol.

-Frequentar o Care Palace (o recém-inaugurado spa e salão de cabeleireiros) do Copacabana Palace.

-Ter um tórrido romance, mesmo que dure apenas um verão."

O primeiro ponto chamou-me a atenção justamente por ter sido uma das minhas aventuras das férias de verão. O último, por estar acontecendo agora, começo de inverno… 

29

Antes a data representava apenas uma alusão ao meu nascimento, ou - quando muito - simples analogia a música de idêntico título do Legião Urbana. Após o último mês de março, tomou novos contornos, foi meu primeiro dia de Jurisdrama…

(A síndrome talha minhas mãos e cala o que tento expressar. Serei breve, pois).

Hoje, passados um mês e dois dias, a magia dos números que sempre me acompanharam transpõe um "quê" de encantador. E os passos foram dados a dois, fora dos palcos, em ambientes públicos com traços de verdadeiros turistas sem registros fotográficos (o que é uma pena).

Segue abaixo um roteiro, para que aqueles que curtem "as boas coisas do Rio de Janeiro" também possam  usufruir.

                              CCBB/exposilçao OS TRÓPICOS, Arcos da Lapa/ Circo Voador, Bondinho Santa Tereza/Parque das Ruínas, Jardim Botânico, Lagoa Rodrigo de Freitas, Maracanã

(:Ascoltatevi!-> 29 (Legião Urbana)

Considerações acerca dos Estudos Sociais -3.

April 4, 2008

A sociedade é controlada por usos e costumes, também conhecidos por folkways e mores. Dentro de ambos os conceitos, desenvolvidos em escala coletiva, encontram-se os chamados estereótipos, que nada mais são do que idéias pré-concebidas difundidas por instrumentos sociais. Estes, representados por instituições pessoais e impessoais (família, escola, estado, propaganda, opinião pública e atitudes) influenciam de forma considerável no comportamento humano: fazem de nós complexos espelhos sociais. Se somos, pois, hábitos, atitudes, caráter e valores refletidos de um todo, temos incrustado em nós ideologias, arquétipos e idéias que, ao tomarem uma forma mais complexa e especificações racionais, levam-nos ao ramo da filosofia.

Quando, por algum motivo, essas formas espontâneas de controle social tendem a enfraquecer, entram em ação as instituições constitucionais (leis).

Considerações acerca dos Estudos Sociais -2.

A dinâmica da cidade faz com que os indivíduos sejam necessariamente postos em situações de convívio, que acarretam sentimentos e atitudes interpessoais. De maneira geral, essa interação se dá baseada num processo de ressonância pessoa/pessoa, pessoa/grupo, grupo/grupo. Um grupo não é formado só por um amontoado de pessoas; um grupo são também as atitudes de cada um unidas em sua diversidade.
Esta talvez seja a palavra chave no estudo das sociedades: diversidade. Toda e qualquer relação alicerça-se nas diferenças de um todo, que culminam, por exemplo, na formação de um público (agrupamento em torno de opiniões) e na temporaniedade de uma multidão (unidos por ações afins).
Um indivíduo não vive sozinho, e aqui se expressa a força das interações sociais. Embora isolar-se seja fortalecimento da individualidade – e um processo excludente -, há casos em que distanciamentos não ferem o conceito total de interação social, como a formação de novas culturas e nações. Se um grupo individual separa-se e cria suas próprias características, porém mantem relações quaisquer, como trocas comerciais, então há uma amplificação do processo de convivências. E as relações primárias, secundárias e intermediárias inerentes a todo ser humano desde o seu nascimento acabam por se manterem.

Considerações acerca dos Estudos Sociais -1.

A sociedade é fruto de ações humanas que, não sendo vistas em sua individualidadde e intimidade, geram relações interpessoais. Estas – ligadas a fatores de pressão, históricos e/ ou ideais – levam à necessidade da formação do conceito “ciências sociais” e, consequentemente, do estudo dos comportamentos na sociedade.
         Surgiu, daí, os chamados fatores sociais, imposições que generalizam e adaptam os indivíduos a questões culturais, políticas e econômicas, baseados na ciência, filosofia e prática.
         Sendo assim, e se tratando de estudo, deve-se generalizar os grupamentos humanos e verificar o efeito das coerções que culminarão no critério social. Para isso, é vital a importância dos transcedentes e das repercursões.
         A união das ciências que focam e concluem distintas relações sociais, como econômica, psicológica, filosófica étnica, histórica, política e sociológica, sistematizam, num todo, a posição do homem como criador cultural e do dinamismo social. Ao longo do tempo, é possível concluir algumas características marcantes destas ciências,
         A sociedade é, enfim, fruto apenas da obra humana.

Paredão, túnel - Restos da quarta-feira de Cinzas…

February 12, 2008

1
         A prova era a seguinte: ficar ao sol e depois encarar uma piscina, barra da Tijuca, Rio de Janeiro, sol escaldante e eu, bem, naqueles dias.
A primeira etapa foi tirada de letra; nada além de algum suor sobre o corpo como obstáculo. Já a segunda…
         Imagine: a piscina, devia ter em torno de 1/12 de lotação, os outros 11/12 era de pura água límpida e fresca. Sentada na beirada da piscina, meus pés refrescavam-se enquanto o resto do corpo curtia o vento propiciado pela sombra; até que um maluco dá um brilhante salto ornamental e, tchan-tchan-than-tchan! Não sobra espaço algum seco. Lá vou eu pegar uma cadeira, dessas de plástico branco, e ficar brincando com a ponta dos pés na tão sonhada água. Eu estava no paredão -  como declarou meu tio, e ali ficaria até que Bial desse seu veredicto. Enquanto isso:
 
“Para que Bia seja afogada, disque 0800 000 00 001;
Para que ela desista e vá tomar sol, disque 0800 000 00 002;
Para que a menstruação dela pare, disque 0800 000 00 003; ou mensagem de texto para […]”
 
Ah, se isso dependesse de uma ligação…
 
 
2                 Observação importante: o texto abaixo está repleto de vocábulos socialmente impróprios, chulos, baixos, reles… A explicação é clara: sem eles, perderia o sentido pretendido. Talvez por estar lendo Marcelo Rubens Paiva, a licença poética de “Feliz Ano Velho” tenha subido-me a cabeça.
 
 
-          Ih, vocês vão ter que descer a escada mesmo. Tá sem luz no prédio inteiro.
Estávamos nos despedindo do pessoal, voltaríamos para Friburgo e nossa carona esperava lá em baixo “desçam rápido que tem até bombeiro aqui em baixo”. Da janela do quarto de minha prima dava para ver o mar e os clarões, prenúncio de muita chuva. Estávamos no 13º andar e descer todos aqueles degraus, com malas e sem luz, seria realmente uma grande empreitada. A solução para o último empecilho estava no bolso; meu Nokia 2112 iluminaria o caminho, ou, pelo menos, parte dele. Desci na frente, mala de minha mãe e irmã no ombro direito, celular na mão esquerda, olhos de águia e morcego. Ilumina aqui, ilumina ali, era um mover de músculos custoso. Chegando no térreo, a luz volta – “Baita sorte!” – e ficáramos presas no corredor de elevadores da ala de serviço, a porta para a entrada principal só abria por dentro. Um tumulto, gente sendo tirada dos elevadores, e eu socando a porta – abram, por favor! Conseguimos sair dali, rumamos para o estacionamento do condomínio – “Cadê o Pitty?; Ah, é aquele carro ali, olha o adesivo; Ué, cadê ele??”  Começava a chuva e nada do motorista aparecer. Ele subira, mas que raios! Pingos cada vez mais consistentes, o céu roxo – nem preto era -  a nossa frente, sair da Barra seria difícil, teríamos de parar e esperar em algum lugar. E eram oito horas da noite.

-          ahhhh, vaahhhmoss… Porra, subi varado aquela porra, peguei a escada

errada. Va’mbora, gente. (É, esse educado era o Pitty, meu primo).

         Vale ressaltar que Pitty é um prato cheio para qualquer escritor. Em sua boca, as palavras chulas ganham um quê de hilário, tornando-se impossível resistir a uma boa gargalhada. Ele é uma figura, “figurássa” ímpar.

         Malas no porta mala, Laptop de um amigão dele, motorista, carona e três no banco de trás. Fomos pelo caminho mais longo – Pitty adorava ver o mar, então passar pela Gávea era certo. Só que não contávamos com um engarrafamento sinistro – último dia de férias para a maioria, fim de carnaval, bloco na Lagoa, e ainda a vitória do Fluminense no clássico Fla-Flu do “Maraca”. Em frente à entrada da Rocinha, ficamos praticamente parados dentro do túnel do Joá.

-          Porra, que merda, cara, túnel – pelo pavor, suspeito que  Pitty sofra

de claustrofobia.

-          Não, o pior são esses buracos aí do lado. Dá um medo, imagina sair um

pivete do nada? Tá maluco… – Minha prima piorava a situação.

Pitty ao telefone (as falas em itálico são possíveis falas do inerlocutor):

-          Túnel do Joá, véi

-          Fazendo o quê?

-          Engarrafado. Merda ao cubo, véi. (Risos)

-          Porra…

-          Fudido nos caralho a quatro, véi. (Risos)

-          E quem é que tá com você, cara?

-          Minhas primas.

-          Deve tá muito divertido aí. Elas não param de rir…

-          Pô, se eu falo um “ah” elas riem… (Risos)

(Só uma pequena demonstração de como nós não podíamos com ele).

         Demora.  Pitty dava uns murros no volante e uns gritos, de vez em quando. Quando dava para andar, ele sentava o pé no acelerador. Foi aí que minha prima, viciada em leis de trânsito, placas e afins falou:

-          A máxima permitida aqui é 70km/h.

-          Aonde que eu não vi?

-          Na placa.

-          Ah… Tenho que começar a prestar atenção nessas coisas… (risos, claro)

Saindo de lá, o trânsito começava a fluir, ligeiramente. Frustrado por não ter

pegado a Linha amarela (“Tinha que escolher logo hoje para passear?”), nosso motorista jurava que em Copacabana tudo seria diferente. E foi, só quando alcançamos a Orla.

         Um pouco de trânsito na Ponte, já eram dez da noite.

-          Alguém ta com fome?

-          A gente pára com você, Pitty, sem problemas.

O MC Donald’s depois da entrada de Niterói estava de portas cerradas. “Resta o

Bob’s”. Mais meia hora na fila – era muita gente para apenas 4 funcionários. Banheiro sem água, cappucicnos, chocolate quente e soda limonada para esperar o tempo passar, o caixa não tinha troco para o pagamento de uma Halls de melancia, R$1,10 (nós só tínhamos notas de R$10,00). O caixa pensou, pensou e disse que poderíamos levar, ficando apenas com a moeda de dez centavos. Não achando justo, esquadrinhei meu porta-níqueis e saquei mais R$0,70 centavos. “É tudo o que tenho”. “Sem problemas, brigado”.

         Seguimos estrada a cima, em direção a serra. Adormeci – só para variar um pouquinho. Em duas horas, estávamos em casa.

-          Valeu Pitty, obrigada pela carona. Ahh, e as aventuras!

-          Que isso, gente, quando precisarem.

Esqueci de mencionar que Pitty é daquelas pessoas que levam uma vida muito

monótona. Nunca nada acontece com ele. Uma vez, quando morava no Rio, estava ele sentado na janela, num ônibus em direção a Copacabana.

-          Aqui os ônibus andam muito coladinhos, você sabe – contava ele dentro do

túnel para mim – e não é que o retrovisor do outro ônibus entrou justo na janela em que eu estava ?! Ah, e outra vez, eu estava saindo do metrô, não é a Estação Siqueira Campos, é aquela outra…

-          Arco Verde?

-          É, isso, Arco Verde. Então, estava eu saindo de lá, tranqüilo, indo para casa.

Não é que um biruta colocou a cabeça para fora, num ônibus passando perto e vomitou em cima de mim? Cheguei em casa puto e falei “Nem comenta, véi, nem comenta…”

Quando a mágica estaciona

January 7, 2008

Ed il natale se ne va...

   E desfazer a mágica natalina ao som de Beatles.

   Hoje, 06 de janeiro de 2008, a sala voltou a ser só sala. A grande árvore relutou ao ser devolvida à caixa já gasta pelo tempo, os enfeites reluziram tentando hipnotizar-nos com sua beleza áurea.

   Não adianta. A triste melancolia, mágica inebriante e envolvente do natal apagou-se com o desligar do pisca-pisca. Papai Noel lembrou-nos de sua existência quando, com o tilintar dos 6 pequenos sinos sendo lacrados, seu sistema foi ativado e começou a “tocar” sua sanfona plástica. Todo um sonho foi fechado em papelão silencioso.

   Os jantares, daqui para frente, não terão graça em meio a móveis rotineiros, tábuas corridas e pessoas com suas vestes diárias. Os assuntos ficarão monótonos sob a atmosfera pitoresca do trivial.

   A Folia de Reis não passa de uma brincadeira ruidosa. E “ruimdosa” àqueles que ainda acreditam no Bom Velhinho.

 

 

 

 

 

There are places I remember all my life…”

Pensierino del giorno

November 8, 2007

Mal di pancia?

«Agir na cólera é o mesmo que içar vela com tempestade»

(Eurípedes)

____________________________________________

Dando um "rolé'’ por aí, a procura de algo para ilustrar este pensamento. Ao cercare per mal di pancia (que não é cólera na verdade, mas algo parecido) no Google.it, caí em um site que comentava sobre os jornais no cotidiano dos jovens italianos, algo interessante que resumirei aqui com o título de Giornali i Giovani:

http://www.studentistatale.it/portale/content/view/154/255/ 

A università della Statale tem um sério problema com os jornais em suas bibliotecas, principalmente as de Letras e Filosofia. Alunos dizem que a falta do periódico dá-se por não haver um local onde guardá-los, ou por não ser tradição tê-los por ali, ou simplesmente "não podemos permití-los". Um professor deixou escapar pelos corredores a seguinte frase:" Não os quero!"

Nas citadas bibliotecas há grande acervo de outros materias de estudo e informação, como "Literatura e Jornalismo", "Dicionário de Jornalismo", "Jornalismo: como é, como funciona", "Entrevista sobre o jornal Italiano"… Ou seja, uma série de recursos sobre algo correlacionado aos que ainda marcam faltas na lista de presença italiana. O presidente da Faculdade de Letras e Filosofia diz não ser dever da universidade fornecer atualidades. A diretora da biblioteca diz que dada a carência de investimentos, os materiais tem de ser duráveis, como livros, não sendo possível, então, a aquisição de jornais como fonte das tais atualidades.

Uma indagação surge em meio a formação dessa matéria: enquanto que para os jornalistas a cultura acadêmica é chata, para os acadêmicos os jornais são cotidianos. Então, qual a contribuição de um escândalo no futebol, uma crônica sobre um roubo ou as notícias sobre o último que deixou a Ilha dos Famosos a alguém que deseja tornar-se um filósofo romântico? De acordo com Paolo Di Stefano, todos os escândalos da atualidade são uma contribuição ao amadurecimento da consciência civil e crítica, restando também ao filosofo romântico dispor dessa consciência crítica. «Até o especialista mais sofisticado deve saber da existência de um certo Adriano Celentano, que diz certas coisas aos italianos, senão, que tipo de interação poderá ter o especialista com  os estudiosos do futuro que são os alunos de hoje?»

A maioria dos professores vêem-se perplexos sobre o interesse dos jovens de hoje com o jornal. A maioria dos italianos estão a par das notícias, porém estas lhes chegam pela TV. Stefano ainda diz: «Os periódicos constroem uma cultura muito espetacular, tendo a culpa de não comunicar-se com os jovens. Estes últimos acabam referindo revistas especializadas[…]»

Professores acham que os jornais poderiam ser um meio de atirar os jovens às bibliotecas. Mas se não os lêem, como constituir essa aproximação?

 

 

São duas e trinta e três da manhã (sono le venti sete meno tre della matina).

Vado a letto. Buona notte ed anche buona mattina

Sobre quadrantes

October 15, 2007

Se eu fosse levar este título ao pé-da-letra de acordo com os meus atuais conhecimentos, falaria sobre Geometria Descritiva, o que não é um assunto muito agradável (acreditem, não mesmo ¬¬). Mas, graças a duas torções do destino no pé direito desde 5 de outubro, que resultaram num bonito gesso desde segunda passada, (a história é longa e interessante, confesso, mas prometo, fica sendo pauta para o próximo post) - alguém declarou estar eu abusando das aclamações de quebre a perna da platéia. Estive por dias lendo e "enchendo meu saco" com o passar das horas que não movem os ponteiros dos relógios próximos a mim, rabiscando algo para registrar aqui no S.L.L.L. (novidade! Agora temos Sigla! Obrigada, Cara Fulgaz!) e me desculpo por me ausentar deste espaço, gostaria de aqui estar batendo ponto diariamente, mas não me foi possível. Explicarei - tentarei, ao menos - o porquê.

A partir de uma declaração minha no orkut, um dos meus três leitores comentou sobre e fez uma pré-análise de algo que é Marketing, mas também não o é somente. Vejamos:

com os relacionamentos anteriores aprendi: "Que nunca conhecemos de fato uma pessoa; sempre tem algo que desconhecemos. Com isso, aprendemos a lidar melhor com nós mesmos, desvendando nossos defeitos, qualidades e os mais profundos sonhos." (Meu orkut)

"Isso me lembrou da Matriz de Johari, criada como ferramenta para melhor compreensão e otimizar a comunicação interpessoal em marketing. Acontece que vc pode usar essa lição para sua vida inteira. A grande maioria dos problemas que temos em todo tipo de relacionamento vêm dos quadrantes 2 e 4…" (1ª parte do scrap de meu leitor)

Gracie, Cara Fulgaz!Gracie, Cara Fulgaz!

A pergunta posterior foi sobre meu scrap-resposta. Ando tendo uns colapsos com o quadrante 2 e se esse vai mal, quem poderia argumentar a favor do 4º? Digamos que estou crescendo, é isso.Tornando-me adulta. Aí vem as dúvidas sobre tudo, sobre o que eu realmente quero ser, o que fazer, se a faculdade veio em boa hora, se serei boa profissional, boa dona-de-casa, boa mãe de família… As interrogações são inúmeras. Projetos a parte, aspirações mutantes, pensamentos que vão, explodem-se e retornam modificados, faltando partes, acrescidos de outras que não me pertenciam. Achei-os. E já dizia alguém, "achado não é roubado". Que seja. Meu quadrante 2 pede "vá dormir, é tarde, amanhã tem aula, você não vai, vai tirar esse gesso (aleluia!), vai refazer as plantas, vai terminar segundo sumário de história, arrumar as malas… É, já passam das quatro, é horário de verão. Hábitos novos. É, mudanças.

Banner retirado, Trem, Madureira, Parque Laje

September 27, 2007

Hoje acordei às 5h. Tinha de ir à Madureira, trabalho da faculdade. Levantei, tomei banho, café-da-manhã e saí às 6h, quando reparei que a placa de anúncios nas costas da bancda defronte a minha casa perdera o dito de "Tenha um bom dia". Não resta mais nada além de um nome qualquer de uma fábrica qualquer.. Fazendo um cooper até a última rua da praia, pegaria o Passeio por lá para não me perder de outras duas colegas. Fomos. Meio percurso à pé (só assim para fazer algum exercício mesmo…), meio sentada, paramos na Central. Central do Brasil… Após esperar o resto do grupo, tirar algumas fotos e trocar o dinheiro, pegamos o trem (pela primeira vez!!) com destino a Madureira (na verdade, perdemos o primeiro, em virtude de termos entrado no vagão errado. Daí, o professor deu umas explicações no tal bonde e as próximas lá no subúrbio. Andamos a beça. Fomos ao galpão do Império Serrano, ao Mercadão de Madureira e também ao Portelão. Terminada a visita, almoçamos no shopping Madureira. Trem novamente. Estação do mercadão dessa vez. Central, 179 - Parque Laje, Jardim Botânico. Desenho? hahaha

            Quarta-feira,  26 de setembro

Soaram as 4 badaladas das 16h. Sai sozinha, esperei o 996 e voltei, dormindo, para variar… O tempo cinzento, ainda, embalava ainda mais meu cansaço acumulado. Desci no ponto, vim a casa, peguei umas encomendas na portaria. Banho, ai, meu Deus, banho! Arrumei minha gaveta, ajeitei os materiais e vim terminar a prancha de MSE. Apresentação sexta. Folha de GD para sexta. Deixe-me ir. Ah, depois conto da borboleta amarela…

Piove sull’oceano…

August 20, 2007

Hoje nao vou falar de faculdade, apesar de ter muito o que comentar daquelas bandas. Nao. Hoje, sem acentuacao alguma prestarei contas de minhas dores.

A casa comeca a parecer um lugar que nao se encaixa em mim. A comida congelada me acalma quando a tiro do microondas e sinto o cheiro de casa. Mae…

Como seria bom congelar as pessoas como as conservas.

Minhas saudades se dividem em tres e minha nova vida nao desgruda do meu pretérito do presente.

Mudancas sao estranhas. Bizarras, por ora.

(:Ascoltatevi!-> Oceano (Josh Groban)

Ordine

August 15, 2007

As composiçoes, digo, as 8 composiçoes feitas no sábado passado vieram a fazer história na aula da CFA.

Todos mostravm seus trabalhos orgulhosos, uns pelos seus milímetros perfeitos, outros por suas loucuras abstratas. Eu fiquei num meio termo modificado: tinha lá meus milímetros perfeitos, minhas loucuras a lá Picasso, mas tinha aquela marca de criativo, que, desculpem, nasceu comigo.

Dispusemos os oito cortes de papel canson 21x21 sobre a mesa, esperamos o professor dar o seu parecer. Olhava e balbuciava algumas palavras, a maioria ininteligível; aproximava-se o momento de seu contato visual com minhas tao pomposas capolavori. Ele passava as maos pelas composiçoes do meu colega a esquerda, sinceramente, nao me recordo quem seja. Abaixei os olhos por um segundo, respirei fundo e.. "Muito bom! Muito bom mesmo". Era para mim! Sorri de orelha a orelha, mas nao sabia que a aprovaçao dele nao era a da turma. Ele escolheu alguns trabalhos, 40 no total, dos 16 alunos presentes. Ele levara 3 meus. Achei o máximo! 3 de 40 havendo 16 alunos… Bom, deixemos os cálculos para um próximo período; de Matemática me basta - e MUITO - as confusoes de GD…!

Votaçao. Cada um deveria escolher 2 que mais agradavam e 2 que menos agradavam. Os meus alcançaram ótimas colocaçoes. Na segunda classificaçao. 5 votos para a minha linda "bailarina", como definiram meus colegas principiantes, 2 para o "bichinho malvado oriental" e 1 para a composiçao de quadrados e linha de 21cm de argura. Ah.. frustraçao momentânea! O professor explicava que figuras fazem nossas mentes perderem a noçao do abstrato, fugir das linhas principais do plano básico desnorteiam nosso intelecto.

Primeiro conceito humano apreendido em FAU: ORDEM. A humanidade, nao adianta, procura a ordem. Prova das escolhas visuais das composiçoes mais agradáveis.

O segundo conceito, fica para amanha, ou depois. Vou ver o fim da novela, e dormir para acordar amanha as 5…

Continua la settimana scorsa…

Pensei em continuar o post anterior ontem, enquanto esperava os vários 1 minutos postos no microondas (marinheira de primeira viagem…). Mas o fato de ter que levantar, trocar os nuggets de posiçao ou colocar outra coisa para descongelar me fez desistir. Perderia o foco dos pensamentos. Aqui vai um resumo, com o perdao das regras gramaticais, muito bem resumido. Quarta e quinta fugi dos trotes, os veteranos (o artigo definido aqui NAO os generaliza) nos deram informaçoes errôneas sobre as prováveis faltas dos professores de História. Descobrimos (eu e um seletíssimo grupo da turma A e uma perdida da F) estar atrasados para a aula dupla daquela manha. Bem, chegamos a tempo. E saímos pela tangente na hora de mais um elefantinho! Sexta eu fui influenciada por um amigo, nao fui a aula, ele também nao iria a dele. Nao era o mesmo curso, nao era o mesmo campus. Mas, tá, fomos nós, pactos sao pactos. Acordei um pouco mais tarde, peguei a mochila, uma bolsa a tiracolo e uma sacola plástica improvisada de pasta (para nao amassar o papel color plus) e fui, como uma louca atrás de um 31 que parasse atrás da minha rua. Fui. EM pé. Atrapalhando o fluxo de passageiros no ônibus lotado. Chegando a rodoviária, tratei de correr ao guinchê e comprar a passagem. Surpresa: A cliente da frente havia comprado a última do próximo embarque. nao, nao podia ser. Pedi de todo que me deixassem embarcar, iria em pé, nao importava. Agora eu queria ir para casa. E o quanto antes. Queria pegar a hora do almoço (que falta me fez um arroz com feijao!), rever os meus familiares…

A moça me disse para tentar a sorte com o motorista. Mas antes conferi o próximo horário com destino a Nova Friburgo. Apenas mais dois lugares desponíveis. O que fazer? Comprar, né?! Fazer o quê! E no dinheiro (foram-se R$15,00 dos meus últimos R$20,00 da cota ultrapassada da semana), no cartao nao seria aceita devoluçao, caso conseguisse "desenrolar" com o motorista. Desenrolei. Embarquei por mais R$1,90. R$2,00, no final, porque nao me deram R$0,10 de troco. Vá, deixe estar! Fosse outros tempos, isso nao ficaria assim. Mas isso é assunto para outro post…

Em Friburgo, almocei, matei as saudades, fui a FEVEST, nao revi meus melhores amigos, reencontrei um em particular… Hum… Passei boa parte do sábado cortando e colando papéis, preparando deveres, deixando algo para domingo, quando chegasse em casa. Estranho falar de casa assim. Casa. Apesar de já acostumada, ainda sooa diferente. Outra cidade, sei lá. Nao importa, algumas semelhanças existem, como a lixeira da cozinha. Igual. Sembra familiar…

O resto do final de settimana prefiro nao comentar. Desta semana, deixo aqui registradas as minhas mais de 6 horas sobre a mesa redonda de vidro da sala - feita de prancheta - e nanquim em punho. Dever de casa. Mole! Depois que você chega a conclusao de que é melhor refazer o que estava adiantado em duas horas de aula, e que aquela junçao de linha com parede formaria uma pilastra inexistente. Deixar quieto?! Só se eu nao fosse tao perfeccionista (como AINDA sou…). E detalhe. Ah, esse merece outro post. Porque inspiraçao vem e passa. A criatividade, essa impregna.

Entonces… il PAN

July 17, 2007

Toca o celular interno da minha colega de trabalho. Ela é contratada, como as outras 5 que, comigo, formam a Equipe de Serviço aos CONs do PAN RIO 2oo7. Trabalhamos na Vila Panamericana, em meio ao tumulto de T1s sendo entregues a diferentes chefes de missão, vans sendo identificadas erroneamente… É; estávamos em meio ao caos. As meninas, estressadíssimas e acabadas. Eu, a única voluntária da banca, acabada, mas curtindo todas e aproveitando a presença de chefes de missão para pedir PINS, a mania da Vila. PINS são brochinhos, contendo a imagem de diferentes delegações. Hoje, em meio a “praça” de fronte a Zona Internacional da Vila, três estrangeiros estenderam suas toalhas com milhares de PINS de diferentes eventos. Olimpíadas de ATENAS, Pans históricos… Perguntei como fazia para conseguir um daqueles a um distinto senhor com aparência oriental e sotaque de um real nativo norte-americano. I just change! Do you wanna change? Eu possuia 5 apenas, nenhum repetido. Tinha dois de Aruba, presentes de um dos mais simpáticos chefes de delegações da vila. Voltei um pouco desolada (cabe ressaltar o POUCO, pois lá, tudo é diversão e novidade) para perto de uma companheira dos transportes. O trabalho estava folgado, mudanças inverteram o rumo dos estresses para a entrada central. Nesse momento, Aruba vem ajudar meu astral nada baixo: o simpático chefe vinha ao nosso encontro, e minha amiga (nessas horas é que fazemos novos e bons amigos) conseguiu mais dois PINS para mim! Corri para os estrangeiros mais badalados do momento! Do you give this PIN from Cuba? I change this from Aruba, sir…”. E pronto!! Mais um PIN! Ao final do dia, sai com 12 novos broches reluzentes. O crachá já está pesando. 12 PINS, 8 fitinhas no melhor ufanístico estilo senhor do Bonfim (São sobre as oito metas para mudar o mundo), o chip…

Nem só de PINS vive a Vila. Atletas são triviais; imprensa, ainda mais. Pela manhã os Cassetas gravaram lá o programa que passará no canal 12 (em Friburgo). Diego Sousa, o primeiro a nos brindar com um ouro nesse Panamericano gentilmente me presenteou com um autógrafo; Daiane dos Santos autografou o casaco da minha supervisora; Daniel Hipólito tirou foto com uma amiga minha… E por falar em fotos, o que é a força voluntária desse evento! Não trouxe a miha câmera, seria proibido tirar fotos, mas, como somos brasileiros, sempre arranjamos jeito para tudo. Por isso, todo mundo que tem máquina se conhece e os que não tem também ficam conhecidos, de tanto entrarem nas fotos alheias. Com um grupo de voluntários, depois do meu espediente expirar, rodei a Zona internacional e tiramos muitas fotos… Com TODO MUNDO! Não saberemos nunca se alguns eram atletas ou acompanhantes; imprensa ou meros assistentes. Começava a chover. Resolvi acompanhar meus novos companheiros (todos da área de Tecnologia) a Zona Residencial, e usei mais uma vez o meu inglês para mais um PIN. Dessa vez era Antilhas e Barbudas, que beneficiara apenas a mim e mais dois dos que deveriam receber. Sai da vila, peguei um temporal e voltei para casa, ansiosa por repassar as novidades.

 

(por falar em línguas, lá na Vila, o inglês e o espanhol não me largam um segundo. Sem ainda estar muito familiarizada com´o último idioma, resolvi um ‘pepino’ dos transportes diretamente com o Chefe de Missão da Colômbia…. entonces… rrsrsrrs)

Em virtude do árduo maravilhoso trabalho voluntário, o blog fica imprevisivelmente atualizado, e peço desculpas publicamente.

Grata pela visita e ansiosa por um novo encontro,

B.M.

Fugalaça

May 13, 2007

Libri che devi leggere!"Mayra Dias Gomes, de 19 anos, estréia na literatura com seu primeiro romance, "Fugalaça". Ela retrata a liberdade e o desespero da juventude contemporânea, pelos olhos de Satine, que após perder seu pai aos 11 anos e ver sua vida tomar novos rumos, se perde em baladas, drogas, álcool e paixões obsessivas. Com uma linguagem atual, pop, e ágil, a autora conta a história de uma grande sonhadora. Uma garota de carne e osso que vive em algum lugar entre o prazer e a angústia e o amor e ódio, capaz de chegar ao fundo do poço e se levantar, encarando a vida, simplesmente como ela é. Entre viagens alucinógenas, muito rocknroll e juras de amor eterno, o leitor vai acompanhar uma surpeendente história de busca e auto-conhecimento. “Fugalaça” retrata de maneira implacável e impiedosa o imediatismo e os excessos da juventude de hoje.

"O Inferno que Mayra Dias Gomes relata, ou denuncia, só faz sentido ao tornar-se poesia. E a poesia sobrevive à perda"
- Fernanda Young"

                             Fugalaça - livro de Mayra Dias Gomes

(Texto retirado da dessrição da comunidade Fugalaça do orkut. http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31141559)

Engraçado. Há alguns dias, lendo as notícias do Globo que me chegam diariamente por e-mail, deparei-me com essa jovem de 19 anos, filha do Grande Dias Gomes (escritor maravilhoso cuja peça "O Pagador de Promessas" eu encenei há três anos, encarnando os papéis de Marli e Secreta), que acabara de lançar seu primeiro livro, Fugalaça. Li um trecho, achei interessante e coloquei-o na minha lista de próximas aquisições. Hoje, ao abrir meus scraps, indaguei-me sobre quem seria Mayra, que postara um link em minha página de recados.

Era ela. Seu estilo ímpar e contraditório, amostra da essência de uma jovem que só quer ser ela mesma, fugindo a regras e estereótipos quaisquer,cria uma atmosfera mágica, envolvendo-nos em seu universo e instigando-nos a ler suas palavras.

Deixo aqui a propaganda e uma admiração imensa.

Leggetevi!-> Fugalaça (Mayra Dias Gomes)

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