Segunda-feira, 06 de agosto. Abri os olhos e ainda estava ébrio lá fora. As 5 da manha alguns humanos ainda dormem. Mas nao os calouros da FAU. Nao mesmo. Levantei, arrumei a cama, tomei um banho, troquei de roupa sem fazer barulho para nao acordar minha companheira de quarto. Calcei o tênis. Mas como faz barulho esse solado de plástico! Fechei a porta do quarto, acendi a lanterna do celular e fui me guiando até a cozinha, onde preparei um café da manha recheado com paes, morangos, bananas, biscoitos e suco de uva. Voltei ao quarto, conferi se o pote de tinta guachê cor de rosa estava na minha bolsa. Estava. Pé ante pé sai de casa, chamei o elevador e me aventurei três quadras até o ponto de ônibus. Lá, esperei. Pensei que veria o nascer do sol sob a ponte Rio-Nitéroi. Mas quando avistei o pomposo 998 - linha vermelha! - vindo em minha direçao, o astro-rei já estava alaranjado no horizonte. Olhei as horas, marquei o horário e fui, de jaqueta, calça (que depois descobri estar rasgada num local nao muito legal) e camiseta laranja, a cor da minha equipe de trote. Cheguei as 7:10 na Reitoria, liguei para o terceiro lugar e lá nos encontramos, revendo e conhecendo o resto da calourada. Foi incrível me sentir "em casa" daquele jeito. Nos preparamos para assistir a aula de CFA (a primeira de 35 até o fim do semestre) e fomos levados ao Mezaninos, onde todo o trote começou. Tivemos que tirar nossos sapatos do pé direito, andar de elefantinho gritando músiquinhas e sacanagens, fomos pintados, nos apresentamos, conhecemos e brincamos com o Bráulio, levei uma lambida no rosto…
Assim foi parte da manha. Tivemos uma reuniao com os professores de CFA e DA I, aula mesmo, nada. Ainda. Fizemos amigos, almoçamos um X-Burguer no trailer, conheci uma menina laranja que também fala italiano, pagamos R$3,00 para termos nossos sapatos de volta, voltei para casa. Morta. Depois, sai com um ex-namorado que mora na mesma rua, ele me apresentou o Bairro onde moro. Voltei para casa, conversei com a minha nova família republicana e fui dormir depois das 23h.
Terça-feira, 07 de agosto. Acordei as 5:30h. Nossa, nao ouvi o despertador tocar! Corri, nao daria tempo de tomar banho. Ageitei minha bolsa, separei as garrafas pets que deveria levar e fui preparar meu banquete da manha. Sai as pressas, peguei o elevador e quando cheguei no T, onde estavam as garrafas? Droga, amanha eu levo. Sai rápida, de casaco, fazia frio. Quando avistei a praia, avistei meu ônibus, indo embora. Fazer o que? Fui eu para o ponto. Dali a dez minutos, outro 1001. Mais barato! Que bom! Foi pela linha amarela.. Avenida Brasil… Ah, nao…! cheguei na faculdade atrasada para a aula de GD (a mais sinistra de todas as matérias, segundo TODOS os veteranos). Meu telefone nao parava de tocar.. Onde você está?? Estou indo.. Estou indo.. Onde é a sala?? Vários planos se entrecruzavam, vários pontos e linhas.. (l), l, l’…Copia, Bia! Enquanto prestava atençao e treinava a caligrafia ainda nao oficial, notei que a professora falava uma coisa e escrevia o seu oposto. Que raios! SERÁ QUE COPIEI INFORMAÇOES ERRADAS? Saímos dalí para o TROTE. Brincadeiras de hoj? Nada de Bráulios… Boliche humano. Fiquei toda pintada de laranja (isso porque nao descobriram quem era o segundo lugar.. rsrs) e depois cheia de espuma de sabao em pó. Engraçado, muito engraçado. Seguimos para o boliche humano. Meu veterano chefe Magrelo me indicou para competir. Eu tinha que escolher minha aliada. "Vem!", apontei para a outra italianinha da equipe. Ganhamos! Derrubei as duas meninas! Os homens mais adiantados vieram me perguntar se eu fazia judô. Entrei na zoaçao: Nao, mas tô pensando em entrar. Acha que levo jeito?? Fomos classificadas para as semi-finais. As novas oponentes estudaram meu jeito de derrubada e foi dificil jogar a menina da minha mesma equipe de trote de costas. Quando estava quase perdendo, o meu braço direito na luta desmaiou, o que cancelou as finais e o resto do jogo. Susto geral. Fiquei apavorada, tentamos acorda-la, ela chorava, nao dizia as coisas, perguntava o que estava acontecendo. Fui pegar o chinelo dela na sacola, e, como nao sou boba, peguei o meu também. Escondi na bolsa e continuei andando com a menina e mais duas, carreguei a mochila e as coisas dela até o banheiro. Esperei para qe ela trocasse de roupa com o auxilio de uma outra caloura. Levaríamos-a ao hospital, eu nao poderia ir daquele jeito, com uma rodela vermelha em volta do olho direito, um coraçao na bochecha esquerda e uma seta direcionada paa baixo do pescoço. De jeito nenhum. Lavei o rosto e quando vi, elas tinham ido. Agora, iria ter que enfrentar o trote, pensei. Fomos comer (outro tipo de hamburguer). Depois, fomos ao prédio de Letras, ru tinha que pegar uma carteira no Banco. De lá, me despedi dos 4 calouros que me acompanharam e fui embora para Nikiti. Morta? Parei no Plaza, saltei na casa de um amigo e fomos ao Centro do rio, de barca. Fui ao sindicato, voltamos, passei nas Sendas, fiz algumas compras e vim para casa, marcando um frescobol para depois do rápido lanche com a mesma companhia da noite anteriror. Foi divertido voltar cheia de areia para casa, descobrir a Leader Magazine daqui.
Quarta-feira, 08 de Agosto.
Caros leitores: a hora passa e faltam ainda 2 dias para terminar este diário. Tenho trabalhos a fazer, muitos. Vou-me agora, mais tarde tenho outro compromisso. Nao fiquem chateados, peço-lhes. Nao prometo terminar esse post em um novo amanha, mas até terça-feira que vem ele estará findado.
Boa semana para voces, fiéis amigos!