Horas esquentadas
Quando me chega aos ouvidos suaves nuances de uma voz abafada e distante. Quando me capturam os dois pontos verde-camaleão que me fixam de cima, prendendo-me o ar e o existir. Faz movimentos em minha barriga, mas ela é para ti, virgem. Ainda não teve teus ventos sobre si. Quando me foge a compreensão do que tenta transmitir, reveso-me entre o são, a emoção e a atenção que nunca me será relegada nas participações de que tanto vive.
Quando, por uma nesga, deixo escapar o meu outro eu. Mas a nesga se costura e, antagonica, desfaz-nos em nada.
"Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler".
