Como parte de toda juventude, a revolução que em mim começou pela idéia frustrada da aplicação de um piercing no lado esquerdo do nariz (um pequeno strass, apenas) agora toma outros rumos. A faculdade que curso agrada-me e não; neste ponto, as revoltas foram tantas e tão confusas que resolvi por abocanhar 1/3 das matérias obrigatórias - e só! - e rumar para outros campi, selecionando disciplinas tais quais Técnica de reportagem, Ética no teatro, Interpretação, Fotografia - que até têm a ver com História da Arte e da Arquitetura III, História da Cidade e do Urbanismo III e Desenho de Observação II. Alguns decretaram-me louca, outros corajosa. A verdade é que não sei bem em qual melhor me encaixo, e talvez, a melhor declaração seja perdida.

O melhor de tudo é que perdi todas as aulas da primeira semana. Aluna sempre dedicada, esqueço, agora, de acordar com os gritos de meu celular e não ligo a mínima se passaram lista de presença. Talvez assista a última aula de hoje, sexta-feira, abertura das Olimpíadas chinesas… Ah! semana de trote, quem assiste as aulas? Na que eu fui, o professor não foi ("só semana que vem", informaram-me na sala 618); em outra, troquei quarta por quinta-feira (sendo que havia conferido o horário três vezes).
Não; talvez prefira me decepcionar com a sociedade e reeducar meu olhar com uma luneta mágica em algum canto da faculdade - ou não -, debaixo de uma árvore, degustando uma maçã ou outra fruta qualquer. Talvez mude meu nome para "Simplícia" e, quem sabe assim, descubra o verdadeiro adjetivo para esta fase em que me encontro.
||| Leggete!–> "A Luneta Mágica" (Joaquim Manuel Macedo)