La pazzia nell’arte del quotidiano mio

August 12, 2008

Fotógrafa, Jornalista, Diretora teatral. Novas características para quem quase não havia nenhuma…

"Todas me dão a exata expressão de olhar que necessito. Ao passo que mais enxergo, talvez, menos veja…"

Sem escrúpulos, torno-me míope moral à medida que mais concentro-me no côncavo de minha luneta.

"É melhor não ver"… Mas, se assim o deseja, tornar-se-á cega, como a inocência de uma criança é cega perante o mundo do homem, maligno.

Que não toquem-me os pés as águas de Letes..! Deixem o armênio com as suas salamandras…

      L'arte in me, che cambia con i diversi sguardi

August 8, 2008

Como parte de toda juventude, a revolução que em mim começou pela idéia frustrada da aplicação de um piercing no lado esquerdo do nariz (um pequeno strass, apenas) agora toma outros rumos. A faculdade que curso agrada-me e não; neste ponto, as revoltas foram tantas e tão confusas que resolvi por abocanhar 1/3 das matérias obrigatórias - e só! - e rumar para outros campi, selecionando disciplinas tais quais Técnica de reportagem, Ética no teatro, Interpretação, Fotografia - que até têm a ver com História da Arte e da Arquitetura III, História da Cidade e do Urbanismo III e Desenho de Observação II. Alguns decretaram-me louca, outros corajosa. A verdade é que não sei bem em qual melhor me encaixo, e talvez, a melhor declaração seja perdida.

                          Cosa volete essere?

 

O melhor de tudo é que perdi todas as aulas da primeira semana. Aluna sempre dedicada, esqueçoagora, de acordar com os gritos de meu celular e não ligo a mínima se passaram lista de presença. Talvez assista a última aula de hoje, sexta-feira, abertura das Olimpíadas chinesas… Ah! semana de trote, quem assiste as aulas? Na que eu fui, o professor não foi ("só semana que vem", informaram-me na sala 618); em outra, troquei quarta por quinta-feira (sendo que havia conferido o horário três vezes).

Não; talvez prefira me decepcionar com a sociedade e reeducar meu olhar com uma luneta mágica em algum canto da faculdade - ou não -, debaixo de uma árvore, degustando uma maçã ou outra fruta qualquer. Talvez mude meu nome para "Simplícia" e, quem sabe assim, descubra o verdadeiro adjetivo para esta fase em que me encontro.

||| Leggete!–> "A Luneta Mágica" (Joaquim Manuel Macedo)