Como se fosse um palco…
Como foco de cena, com canhões de luz e um fundo nobre - silêncio.
Como monólogo num teatro cheio de cadeiras – vazias.
Como um ator em laboratório - eterno.
O crepúsculo chegara trazendo o arrastar das horas madrugada sempre mais e mais adentro. O tic-tac do relógio foi silenciado pela ausência de barulho além das janelas. Tudo dormia. Tudo, menos a luminária incansável sob o chão - única fonte de cor num grande salão engolido pelo negro da noite. Ali, entre papéis, lápis, canetas e rascunhos, tentava-se lutar contra os efeitos nocivos da insônia.
E eis que não surge nada. Nem sono, nem inspiração. Nem sono. Nem…
Zzzz.. .
(Tudo cansa. Até o próprio cansaço.)
