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Introdução explicatória (ou tentativa de escrever algo além):
Ontem, ao acordar - atrasada, com o corpo mole e muita chuva lá fora - resolvi por não ir à faculdade. Terminei de ajeitar as coisas na mala, tomei um banho, meu café-da-manhã sempre reforçado e tirei o lixo (duas sacolas, sendo uma de lixo reciclável). Ao abandoná-las na porta e compartimento de transporte vertical de dejetos sólidos em edifícios, deparei-me com uma sacola branca contendo três revistas. Tratavam de moda e estavam em perfeito estado. Como estavam ali, ninguém as queria. Tomei duas para mim.
Voltei ao apartamento, liguei para a Rádio Táxi Niterói e liguei a TV do quarto (a atendente informara-me que o carro chegaria em vinte minutos). Como não conseguira trocar a passagem para Friburgo pelo telefone (o sistema havia caído), resolvi tentar a sorte na Rodoviária mesmo. Eram quase 11h.
O táxi chegou. Depois de algum trânsito e mais chuva, cheguei a estação de embarque intermunicipal da cidade. O próximo ônibus sairia às 13h, fazer o quê, espero. As duas revistas foram, então, de grade auxílio. Em uma delas - edição de fevereiro deste ano - falava sobre a tão em voga pole dancing (aquela da Alzira de Duas Caras, Rede Globo 21h), Le plat du jour, uma receita de almoço florentino, entrevista com MC Catra (que vai candidatar-se a vereador este ano), outra com Thiago Mendonça (o Bernardinho da mesma novela global) - falando sobre preconceitos - e uma nota intitulada "As boas coisas do Rio de Janeiro…", que irei reproduzir aqui:
"- A roda-gigante do Forte de Copacabana, com 36 meros de altura que vai até nove de fevereiro.
-Tomar um delicioso sorvete de baunilha com brigadeiro (brigadeiro mesmo!) da Mil Frutas.
- Aproveitar o fim da tarde na Orla.
-Poder dar "aquele" mergulho, em qualquer praia do Rio, na volta do trabalho e ainda aproveitar o "resto" de sol.
-Frequentar o Care Palace (o recém-inaugurado spa e salão de cabeleireiros) do Copacabana Palace.
-Ter um tórrido romance, mesmo que dure apenas um verão."
O primeiro ponto chamou-me a atenção justamente por ter sido uma das minhas aventuras das férias de verão. O último, por estar acontecendo agora, começo de inverno…
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Antes a data representava apenas uma alusão ao meu nascimento, ou - quando muito - simples analogia a música de idêntico título do Legião Urbana. Após o último mês de março, tomou novos contornos, foi meu primeiro dia de Jurisdrama…
(A síndrome talha minhas mãos e cala o que tento expressar. Serei breve, pois).
Hoje, passados um mês e dois dias, a magia dos números que sempre me acompanharam transpõe um "quê" de encantador. E os passos foram dados a dois, fora dos palcos, em ambientes públicos com traços de verdadeiros turistas sem registros fotográficos (o que é uma pena).
Segue abaixo um roteiro, para que aqueles que curtem "as boas coisas do Rio de Janeiro" também possam usufruir.
(:Ascoltatevi!-> 29 (Legião Urbana)

As pessoas dizem que a cidade do Rio de Janeiro é uma cidade perigosa. Talvez a seja. Porém, isso não é o que percebi através de uma pesquisa de campo nesse último mês.
O centro, considerado um dos piores lugares para se andar à noite, me pareceu , num certo dia 16, com a mesma magia de um Abril em “Buenos Aires”. Sim, eu sei que mesmo assim “não se deve andar desatento” por aquelas ruas. Porém, muitos foram os metros percorridos por mim e por uma certa artista sem a menor percepção do que ocorria ao lado.
Dizem de Santa Tereza: “lugar totalmente perigoso, mal-frequentado…”.
Os momentos passados lá foram de perfeita harmonia. Harmonia exemplificada em andar no bondinho e sentir Deus soprando no meu rosto e colorindo meus olhos com a beleza encantada de una linda mujer a mirar-me
Se existia perigo, não foi captada pelos meus sentidos.
Pela Lapa, nada percebi de “perigoso”, Tudo bem que achavam que eu era Imperador Romano, e que eu estava ao lado de uma Deusa Grega. Assim, meu objetivo de inserção no universo pesquisado sem alterá-lo talvez não tenha sido alcançado nessa etapa.
Pelo Arpoador, apenas alguns grãos de areia subversivos, que foram penalizados em ter que ir até a Central e ao Bairro de Fátima passar vergonha junto com mais quatro seres (não sei se humanos; provável que não os fossem), caracterizados como: Aladin, Pedrita, Afrodite e Mendigo.
Pela “Zona Sul” (rs), não houve também nenhuma ocorrência de atividade suspeita. Ou melhor, teve sim. Acabo de lembrar-me de uma certa bebida que provavelmente estava adulterada. Suspeita-se que usaram algum tipo de remédio para “batizá-la”.
Enfim, termino aqui a exposição da minha pesquisa, reafirmando que meus sentidos não captaram a grande ameaça que é andar no Rio de Janeiro. Essa pesquisa já foi rotulada de:
FODA!!!!!!
Obs.: fomos atingidos por postes, paredes e outros objetos sem a menor locomoção. Mas não creio que isso torne uma cidade perigosa. rs
Comment by Um certo latinoamericanista — May 2, 2008 @ 1:36 am
Mais do que FODA, meu lindo!!
Que surpresa mais doce!!
Outras pesquisas de campo virão, e com certeza os postes e outros objetos inanimados continuarão sendo os principais problemas dessa imensa Rio de Janeiro…
Besos!
Comment by Bia Mies — May 2, 2008 @ 4:31 am