PAssado…

October 28, 2007

                                                        Um homem se separa após 12 anos de casamento, mas ela passa a persegui-lo em seus novos relacionamentos. Dirigido por Hector Babenco (Carandiru) e com

Rever as mais de duas mil mensagens do orkut é algo intrigante. É como voltar no tempo e se deparar com pessoas mortas. Está lá o recado, já não há fotografia. Indagações que não se sabe de quem são, situações esquecidas, amores passados com suas declarações de eternidade (é, o eterno também se dissipa no espaço cibernétco)…

O tempo corre quando já se tem 18 anos. A velocidade das emoções vêm em Kbytes e a gente vai levando tudo muito rapidamente. Tudo corre e quando se vê, o passado é construtivo. Apesar das magoas, tudo é bom.

Eis que abro a página atual de scraps. Estão lá novos amigos, novos rolos, talvez um novo amor… O que era, não é mais. Tudo muda. E eu também.

 

                                                              (Gracie a Dio)

Fusão

October 24, 2007

                                          By Bia Mies

Da Vinci projetou, eu o adaptei. Está aí, meu modulor do Pracinhas.

 

 

 

                                        Tinha que ter base italiana…

No subúrbio… Eu como pensamentos

October 23, 2007

                                

Começa-se morando nisto, depois tudo são cinzas. Viver nisto, neste chip eletrônico, nos faz escravos de certas ideologias que acreditamos serem nossas. Habitar esta malha urbana é cobrir-se de máscaras imundas, neste traçado safado em que aqueles de caráter não flexível tornam-se parvos e inexplicavelmente obtusos. São filhos da Era Passada, a Nova não comporta os que não se deixam absorver pelo sistema. O mundo não é mais redondo, não gira ao redor de si e do Sol. A Terra defini-se então como um bip, um grande bip de merda que circula em favor da energia elétrica. A esperança arranja-se como pode nos grandes lixões e lata-velhos; o perdão é cuspido, escarrado boeiro a dentro e o amor, o amor vem sendo deletado ao menor soslaio de luxúria. Racionalidade demais torna-nos inertes, frios, inumanos. Racionalidade irracional levar-nos-à ao fim.

                                                                                        ("Eu" na cidade, que se diz centro)______________________________________________________________________________#@@@

"E além da escadaria vista cotidianamente pelas vigas abertas de meu quarto, uma favela, talvez. Nunca me fora aprazível perpassá-la e sentir a paisagem nunca imaginada. Era o trem. E eu nunca, jamais, adivinharia seu percurso".

"Moro onde quero. Além da suburbana, Cavalcanti pode ser Quintino".

"Quero ter um largo, como o Capitão Couto o tem em Bocaiúva".

"Não preocupar-se com modas, com regras, com a sociedade - que a negligenciou e a negligencia. Aqui sou solto, e aqueles que me rodeiam enchem o bucho, dançam com suas saias curtas, suas panças caídas e são felizes. O chamusco da perda identificatória vem na blusa do homem que passa, passos largos em acompanhamento aos atolados de uma conterrânea "forróseira", em letras garrafais com o sotaque e cultura extrangeira. E ele não faz idéia se aquilo lhe xinga ou lhe glorifica; ele a veste, como vestiria uma provinda de seu avô, seu primo, um vizinho distante. Em Caixias, como subúrbio, não há tempo ruim. O forró come solto e a gente se diverte". 

                                                              ("EU" no subúrbio carioca, nunca tão viva e encantada)

Sobre quadrantes

October 15, 2007

Se eu fosse levar este título ao pé-da-letra de acordo com os meus atuais conhecimentos, falaria sobre Geometria Descritiva, o que não é um assunto muito agradável (acreditem, não mesmo ¬¬). Mas, graças a duas torções do destino no pé direito desde 5 de outubro, que resultaram num bonito gesso desde segunda passada, (a história é longa e interessante, confesso, mas prometo, fica sendo pauta para o próximo post) - alguém declarou estar eu abusando das aclamações de quebre a perna da platéia. Estive por dias lendo e "enchendo meu saco" com o passar das horas que não movem os ponteiros dos relógios próximos a mim, rabiscando algo para registrar aqui no S.L.L.L. (novidade! Agora temos Sigla! Obrigada, Cara Fulgaz!) e me desculpo por me ausentar deste espaço, gostaria de aqui estar batendo ponto diariamente, mas não me foi possível. Explicarei - tentarei, ao menos - o porquê.

A partir de uma declaração minha no orkut, um dos meus três leitores comentou sobre e fez uma pré-análise de algo que é Marketing, mas também não o é somente. Vejamos:

com os relacionamentos anteriores aprendi: "Que nunca conhecemos de fato uma pessoa; sempre tem algo que desconhecemos. Com isso, aprendemos a lidar melhor com nós mesmos, desvendando nossos defeitos, qualidades e os mais profundos sonhos." (Meu orkut)

"Isso me lembrou da Matriz de Johari, criada como ferramenta para melhor compreensão e otimizar a comunicação interpessoal em marketing. Acontece que vc pode usar essa lição para sua vida inteira. A grande maioria dos problemas que temos em todo tipo de relacionamento vêm dos quadrantes 2 e 4…" (1ª parte do scrap de meu leitor)

Gracie, Cara Fulgaz!Gracie, Cara Fulgaz!

A pergunta posterior foi sobre meu scrap-resposta. Ando tendo uns colapsos com o quadrante 2 e se esse vai mal, quem poderia argumentar a favor do 4º? Digamos que estou crescendo, é isso.Tornando-me adulta. Aí vem as dúvidas sobre tudo, sobre o que eu realmente quero ser, o que fazer, se a faculdade veio em boa hora, se serei boa profissional, boa dona-de-casa, boa mãe de família… As interrogações são inúmeras. Projetos a parte, aspirações mutantes, pensamentos que vão, explodem-se e retornam modificados, faltando partes, acrescidos de outras que não me pertenciam. Achei-os. E já dizia alguém, "achado não é roubado". Que seja. Meu quadrante 2 pede "vá dormir, é tarde, amanhã tem aula, você não vai, vai tirar esse gesso (aleluia!), vai refazer as plantas, vai terminar segundo sumário de história, arrumar as malas… É, já passam das quatro, é horário de verão. Hábitos novos. É, mudanças.

Substituição

October 13, 2007

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas …
Que já têm a forma do nosso corpo …
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares …
É o tempo da travessia …
E se não ousarmos fazê-la …
Teremos ficado … para sempre …
À margem de nós mesmos…”

(Fernando Pessoa)

258-0571, Sheila Diva, Borboleta amarela - só quem leu entende a analogia

October 9, 2007

 Todo mundo tem dois lados, seja um paterno e o outro materno, seja um benévolo e o outro não.

"Só as grandes paixões são capazes de grandes ações".

As grandes ações vêm carregadas da sinestesia que prende as declarações de dois adolescentes:

 -Me amas?

 - Mais que tudo, tudo, tudo..!

 Sem saber que o tudo também é dois, os amantes maiores sofrem tudo: romances, declarações, decepções.

O tempo está atrelado ao tudo; e o tempo é de todos sepultor.

"[…]um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde, mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar aos estranhos, como todos os documentos falsos, não a mim. Os amigos que me restam são da data recente, todos os antigos foram estudar a geologia dos campos-santos. Entrementes, vida diferente não quer dizer pior. A certos respeitos, aquela vida antiga parece-me despida de encantos, não obstante, fez-se moléstia, e, de memória, conservo alguma recoredação doce e feiticeira. Há nisto alguma exageração. è bom ser enfático, uma ou outra vez, para compensar este escrúpulo de exatidão que me aflige. Se me ativer só a lembrança da sensação, não fico longe da verdade".

A verdade é que pelo esquecimento as carnes se foram, talvez um equilíbrio as tenha trazido a mim.

Através deste sol das onze e dezoito da manhã de nove de outubro, descanso obrigada. Uma bota branca é motivo de tanta calmaria.Talvez realmente precisasse estacionar por breve momento e apreciar o entorno (não estudá-lo com afinco como anda feito).

É tempo de reerguer novas esperanças, pois as velhas estão falhas.

"Só as grandes paixões são capazes de grandes ações".

"Esquece, querido, ser o homem o mais deficiênte, o mais enfermiço dos animais?"

"Toda omissão, por interesse ou mesmo por amor, é escandalosa".

 

*Pensamentos referentes ao escritor de Rua do Ouvidor 71 Machado de Assis e a Visita.

CAMPANHASS JÁ! (atendendo a pedidos não formalmente mencionados)

October 3, 2007

Comecemos a campanha "Alfabetização para os Vendedores de Uvas JÁ!!! "

A iniciativa de um dos meus poucos - mas imprencindíveis - leitores, vem para beneficiar a todos. Em suas palavras:

Vote!

 

 

        Essa nobre classe tem sustentado a nossa sociedade em suas sofridas costas por demasiado tempo para que ignoremos suas necessidades! Se você encontrar algum vendedor de Uva na sua frente dê uma longa e pormenorizada aula de português para atender as necessidades básicas de sua profissão. Ganha ele, ganha você e ganha o Brasil!

                                                   

            E já que o tema "campanha" está no ar, gostaria de propor uma idéia que guardo há algum tempo comigo. "Campanha para a extinção do falso *,99". Para aqueles que acreditam que de R$0,01 em R$1,00 as entidades mercantis vão beneficiando-se como quem não quer nada e de repente lucram R$1,00, R$2,00, R$5,00, R$20,00, R$100,00 por dia, tudo naquela falinha maliciosa Posso ficar te devendo R$0,01? Faça como eu! Diga Não e exija já o seu direito de receber R$0,01. Caso não seja possível, da próxima vez, diga "Posso ficar te devendo R$0,05, R$0,10?".

                                       Receba o troco. Ou, dê o troco.®

                                                              Receba o troco. Ou, dê o troco.®

                     (Mensagem publicitária patenteada. Direitos autorais reservados).