Racconti del PAN - I Grandi e l’appuntamento incredibile

July 28, 2007

A rotina Panamericana mudou o Rio e o meu eu interior. Digamos de imediato que estou mais sagaz. Minto (ou ouso aqui um termo de muita modéstia); estou virando carioca, e das ‘’da gema". Numa dessas minhas aventuras pela Barra da Tijuca, pensando em meus grandes e saudosos amigos, deparei-me com um real e palpável encontro de Grandes:por detrás do Barra Shopping, ali, onde os estrangeiros são despachados (em termos PAN, de frente a UAC), lançando-se dos mais incríveis sinais para fazerem-se entender no meio de incapacitados brasileiros, duas imensas figuras estão unidas, lado a lado, sob um pedestal de metal. Luís Carlos Prestes e João Cabral de Melo Neto. Dois que entraram e mudaram a história; dois que tornaram-se ruas, postumamente.

Luís Carlos Prestes

João Cabral de Melo Neto

 

 

 

 

 

 

Ali, sob a sombra das árvores em virtude do transparecer da noite pelos postes públicos, ali, naquele shuttle amarelo em meio a tão distintas culturas, deixei-me transcorrer por aquelas ruas, indo e voltando ao ponto de união. Duas figuras marcantes em minha vida… Lembranças de pura nostalgia…

Pensei nas árvores… Pensei no tempo… E se houvesse um relógio em meu pulso, pensaria nas horas. Mas não; o celular estava dentro da polchete gris, unido à máquina de tirar retratos. Na calada da noite, num Rio de Janeiro mascarado por uma segurança talvez passageira, não era recomendado abri-la. Deixei quieto. Resolvi pensar na vida e em como seriam meus caminhos sem a presença maciça daqueles que tanto me confortam o peito. Tive vontade de chorar quando alusões musicais vieram-me a mente. Fui forte.

Numa outra ocasião, também shuttleiando pelo trajeto ZIV-ALV, uma companhia obscura veio pousar em minha janela. Para aqueles que acompanham o Blog, era ela, a temida e apavorante falena, a velha borboleta velha de meus pesadelos. Ela rodara o ônibus e parara ali, justo ao meu lado, cinzenta e feia, como só as mariposas sabem ser. Parece que apreciava o trajeto, enquanto eu me encolhia disfarçadamente em meio ao tumulto de felizes jamaicanos. Não faria a mínima diferença se aquele veículo estivesse vazio. A simples presença do motorista deixaria-me encabulada. Além disso, o manual do voluntariado dizia que deveríamos nos comportar enquanto de uniforme. Rendia-me. Não poderia escapar.

Durante aqueles quase quarenta minutos, pude notar que, embora de aparência asquerosa, o pequeno gigante animal não me intimidava tanto. Não me atrevi a tocá-lo, ora, isso seria demais. Mas entreguei-me ao prazer do deleite.

Não me enamorei pela tal criatura. Não seria capaz de deixar-me ser pescada novamente. Mas já não havia temor em meus olhos. Receio, de certo. Mas esse também não era assaz.

A Alvorada chegava e com ela o próximo ônibus a ser tomado. Não despedi-me. Não era preciso.

A mariposa acompanhou-me até a porta do Extensão Metrô e se foi, não pelos jardins, mas pelo citadino e nada fantasioso asfalto.

Niente da fare…

July 26, 2007

"O Rio de Janeiro continua lindo…."

Apesar das chuvas, dos ventos fortes e do céu nublado, o Rio de Janeiro contiuna encantador. Tanto que os estrangeiros não desanimaram com o tour para o Cristo e o Corcovado; para hoje, já não há mais vagas (super lotação de 50 personas para la tarde). As delegações estão indo embora aos poucos, o fluxo de famosos por aqui continua intenso. Continuo treinando meu inglês e um portunhol cada vez mais ‘espanholisado’ e a vila… Bem, essa continua repleta de culturas diversas, PINs e a nova mania: troca de uniformes.

Estou sozinha no meu desk, looking for something to do. Assim, resolvi deixar o Orkut e os meus e-mails de lado, dedicando-me completamente a soltanto la la la.

Nem moscas passam aqui para me visitar. Estou aspettando a hora do almoço, minhas colegas estão fazendo o seu degejum primeiro. Fiquei-me por aqui. A máquina continua dentro da polchete, pronta para novos flashes.

Normalidade pura. Sabe como é?

                               Molto normale..

 

 

Faltam 3 dias para o encerramento…

(: Ascoltatevi!-> Seamisai (Laura Pausini)

Em resposta ao último comentário

July 18, 2007

Retifique-se senhor:

                                                     Prata!

 

Não mereço medalha de ouro, embora o significado o aceite. Subi de categoria hoje na classificação geral da faculdade. Sou prata. E o PIN, senhor, fica abotoado aqui, no meu lado esquerdo, com os dizeres "eternos". Sabe que és uma das minhas paixões! As saudades são muitas, porém transformam-se em mais sais, para maiores momentos. As evidencias são muitas: os Grandes não se separam, não importam distâncias.

 

Está aqui algo que considero uma honra: poder dirigir-me a ti, Grande Renato, por este humilde (reflexo da escritora rsrsrs) espaço.

Amo-te, meu Grande Eterno AMIGO e CATIVO LEITOR!!

Obrigada por toda a atenção e presença!

Entonces… il PAN

July 17, 2007

Toca o celular interno da minha colega de trabalho. Ela é contratada, como as outras 5 que, comigo, formam a Equipe de Serviço aos CONs do PAN RIO 2oo7. Trabalhamos na Vila Panamericana, em meio ao tumulto de T1s sendo entregues a diferentes chefes de missão, vans sendo identificadas erroneamente… É; estávamos em meio ao caos. As meninas, estressadíssimas e acabadas. Eu, a única voluntária da banca, acabada, mas curtindo todas e aproveitando a presença de chefes de missão para pedir PINS, a mania da Vila. PINS são brochinhos, contendo a imagem de diferentes delegações. Hoje, em meio a “praça” de fronte a Zona Internacional da Vila, três estrangeiros estenderam suas toalhas com milhares de PINS de diferentes eventos. Olimpíadas de ATENAS, Pans históricos… Perguntei como fazia para conseguir um daqueles a um distinto senhor com aparência oriental e sotaque de um real nativo norte-americano. I just change! Do you wanna change? Eu possuia 5 apenas, nenhum repetido. Tinha dois de Aruba, presentes de um dos mais simpáticos chefes de delegações da vila. Voltei um pouco desolada (cabe ressaltar o POUCO, pois lá, tudo é diversão e novidade) para perto de uma companheira dos transportes. O trabalho estava folgado, mudanças inverteram o rumo dos estresses para a entrada central. Nesse momento, Aruba vem ajudar meu astral nada baixo: o simpático chefe vinha ao nosso encontro, e minha amiga (nessas horas é que fazemos novos e bons amigos) conseguiu mais dois PINS para mim! Corri para os estrangeiros mais badalados do momento! Do you give this PIN from Cuba? I change this from Aruba, sir…”. E pronto!! Mais um PIN! Ao final do dia, sai com 12 novos broches reluzentes. O crachá já está pesando. 12 PINS, 8 fitinhas no melhor ufanístico estilo senhor do Bonfim (São sobre as oito metas para mudar o mundo), o chip…

Nem só de PINS vive a Vila. Atletas são triviais; imprensa, ainda mais. Pela manhã os Cassetas gravaram lá o programa que passará no canal 12 (em Friburgo). Diego Sousa, o primeiro a nos brindar com um ouro nesse Panamericano gentilmente me presenteou com um autógrafo; Daiane dos Santos autografou o casaco da minha supervisora; Daniel Hipólito tirou foto com uma amiga minha… E por falar em fotos, o que é a força voluntária desse evento! Não trouxe a miha câmera, seria proibido tirar fotos, mas, como somos brasileiros, sempre arranjamos jeito para tudo. Por isso, todo mundo que tem máquina se conhece e os que não tem também ficam conhecidos, de tanto entrarem nas fotos alheias. Com um grupo de voluntários, depois do meu espediente expirar, rodei a Zona internacional e tiramos muitas fotos… Com TODO MUNDO! Não saberemos nunca se alguns eram atletas ou acompanhantes; imprensa ou meros assistentes. Começava a chover. Resolvi acompanhar meus novos companheiros (todos da área de Tecnologia) a Zona Residencial, e usei mais uma vez o meu inglês para mais um PIN. Dessa vez era Antilhas e Barbudas, que beneficiara apenas a mim e mais dois dos que deveriam receber. Sai da vila, peguei um temporal e voltei para casa, ansiosa por repassar as novidades.

 

(por falar em línguas, lá na Vila, o inglês e o espanhol não me largam um segundo. Sem ainda estar muito familiarizada com´o último idioma, resolvi um ‘pepino’ dos transportes diretamente com o Chefe de Missão da Colômbia…. entonces… rrsrsrrs)

Em virtude do árduo maravilhoso trabalho voluntário, o blog fica imprevisivelmente atualizado, e peço desculpas publicamente.

Grata pela visita e ansiosa por um novo encontro,

B.M.

Piriricas da vez

July 8, 2007

Dedicatória:

Primeiramente, ao querido leitor […], que por muito tempo foi o único a ‘descobrir’ esse site e meu primeiro comentarista. Em seguida, aos dois outros companheiros que o sucederam, ajudando, de uma maneira ou de outra, a encher as "páginas" deste pequeno diário. À vocês três, os meus mais novos e sinceros escritos.

[Quem conhece Brás Cubas sabe que três é um número um tanto quanto grande para uma iniciante. Mas para aqueles que acreditam, assim como eu, que escritores nascem após a personificação de cenas cotidianas em palavras machadianas, um pouco de humildade (e muita, muita especulação literária) pode levar a imortalidade].

PRIMA PARTE: PARTE UNO

Caminhávamos tranqüilas naquela tarde de inverno na pequena Fribrugo. Era tarde para meu estômago já acostumado aos hórarios íntegros do almoço. Faltavam apenas três dias para o fim de meu contrato; o trabalho assalariado estava por fim; viria o voluntariado e o estudantil. O sol tímido e inquieto confortáva-nos em auxílio dos grossos casacos, meias e blusas de lã. Um homem elogiara o cachecol de minha tia. E eu, com o pensamento longe, trocando filosofias de mim para mim mesma, continuava o trajeto diário, deixando-me levar pela rua.

Foi nesse momento que sem querer meus olhos bateram sob um cartaz tímido pregado à parede de uma singela loja reveladora de fotos. Um cartaz feito em papel A4, em tons róseos, trazia imagens de pessoas antigas, como aquelas que existem delicadamente pintadas em portas-retratos de Múseos e casas de avós recheadas de doces e travessuras. E por fracionários instântes paralizei o tempo, dedicando-me inteiramente a tal incredulidade.

Ali, sob a forma concreta que as letras provem às coisas abstratas o anúncio informava aos transeuntes vários sobre a venda de fotografias para suas sepulturas. Davam a possibilidade de escolha do formato, cor e, de quebra, a frase para lacrar o sepulcro.

Imóvel, na condição daqueles longos dois segundos, imaginei quem seria capaz de comprar tal mercadoria. As pessoas não desejam a morte, e se a desejam, bem, não se interessariam por tais acessórios. Coloquei as mãos dentro dos bolsos e, para não perder a companhia de minhas colegas de trabalho, apertei o passo rumo ao restaurante da Marta. Mas aquela imagem não me saia da cabeça…

Será que alguém realmente se interessaria por fotos para túmulo?

Compra per il tuo sogno continuo!

Fica a incógnita.

SECONDA PARTE: QUANDO SI VA AL BAGNO

Uma trivialidade comum a qualquer ser humano. Ir ao banheiro.

Alguns não acham graça ou nem têm uma opinião formada sobre o assunto; simplesmente vão, por necessidade. Outros acham uma verdadeira zoação, enquanto outros sentem-se inspirados. Há ainda aqueles que acham curioso. É, eu estou neste último.

Hoje, após dividir uma garrafa de gasosa, senti inevitável vontade de fazer xixi - no mais esdrúxulo léxico popular. No momento entre fechar a porta da pequena cabine e pendurar a bolsa no gancho que esta traz em suas costas, notei algumas anotações em sua superfície, em caligrafias terríveis, palavreado incoerente com a situação (ou, pensando melhor, totalmente coeso e de acordo) e declarações de amor e amizade. E enquanto esfaziava a bexiga, pus-me a pensar qual seria o propósito daquilo tudo. Declarações de amor? O parceiro viria a usar aquele mesmo banheiro, naquela mesma cabina, alguma vez durante toda a sua vida? E a amiga? Realmente iria conferir as confissões ali "talhadas"? Duvido muito.

Foi aí que lembrei-me dos banheiros do departamento de Letras da UFRJ. Uma vez fui lá, pela mesma razão de hoje comparecer aos sanitários do Friburgo Shopping. E espantei-me com o conteúdo dos comentários. Eram realmente fantásticos. Poemas, trovas, desenhos que remontavam os grandes movimentos litero-artísticos e… correção dos erros de concordância e de português! Um aluno se comunicava com o outro (percebia-se pela variação das formas da escrita) e "educadamente" atestava o erro do outro. Achei um máximo. Sai pasmada daquele cômodo público precário de papel higiênico, sabonete e água.

C'era una volta una porta in una grande e publica sala di bagno...

Como divergem os pensamentos cultos dos mortais até nos mais inacreditáveis locais!…

TERZA PARTE: SPIEGAZZIONE

                        Qui non si trova tutto che di fatto esiste

Liberdade poética: Expressão utilizada pelos que se dizem escritores como desculpa para seus erros ou loucuras. (definição da autora)

 

Exemplo:

Fulgaz.

De acordo com a norma culta da língua a palavra que designaria algo rápido, transitório, ligeiro, veloz está registrado, aqui, erroneamente. O correto seria FUGAZ, sem a letra L.

Porém, se analizarmos a estrutura da palavra do ponto de vista da liberdade poética ela pode ser uma composição elíptica. Full em inglês significa cheio, repleto. Gaz poderia representar a palavra Gás americanizada, tendo a letra Z o papel de "substituir" o L perdido. A palavra fulgaz, então, seria algo repleto de gás, de muita energia, e, ao mesmo tempo, ligeiro.

Por isso, em resposta ao meu terceiro leitor que tanto queria uma referência neste blog (se pensares bem, caro mio, esta é a terceira, e a conhecidência numérica foi realmente proposital), aqui está a vossa explicação: Fulgaz, um neologismo sinômimo do clássico Carpe Diem. Sem querer, mexi com os deuses.

(:Ascoltatevi!->Brasil Corrupção (Ana Carolina - albúm: Ana & Jorge ao vivo)

La rabbia

July 2, 2007

                              "Está aí uma coisa que eu não admito…"
 
Esta seria uma simples fala de um simples e já cansativo teatro, não fosse um certo acontecimento, por volta das 20h desta principiante noite de inverno na já nada bucólica cidade de Nova Friburgo. O elenco reunido após mais um Ensaio Geral (era o nosso terceiro; não satisfeitos, rumávamos para um quarto), cansado em plena segunda-feira, preparava-se para a bomba da vez: os 50 ingressos prometidos na sexta-feira anterior não mais existiam; foram-se, como os fantasmas da decoração, que sem ninguém saber o porquê, apareceram decapitados atrás das cochias. As palavras foram frias e cortantes. NENHUM de nós teria direito a sequer UM ingresso. Trata-se de uma peça infantil. – explicou-nos uma então onipotente diretora. - Portanto, as crianças têm que sentar na frente. Não podemos reservar ingressos. Vamos até pedir para os adultos trocarem de lugar com as crianças.
Imagine a cena grotesca: mães e filhos separados, crianças gritando e chorando com medo dos fajutos fantasmas.
 
Tenha dó!, Era a receita de um sábio doutor Los Hermanos para a crescente indignação, acrescida de estresses, raiva, revolta e outras coisas mais que borbulhavam dentro de mim.
Saí. Esperei um companheiro de palco (e um Grande, Eterno Amigo) e minha amada  irmã, que também estava no cast da peça. Ah, eu queria era socar muito alguma coisa, qualquer João-bobo que aparecesse na minha frente, queria gritar em um rincão qualquer, mas os laços com a sociedade impediam-me de fazer algo maior do que dar pequenos urros de raiva dentro de uma sacola plástica, abafados pela maciez de minhas vestimentas de atriz amadora.
 
Maquiavelicamente, traçávamos planos para um abrupto final não tão feliz daquela estória.
“Me apronta!”. Essa é uma das mais radicais e não vale a pena contar o seu significado; fica entre os três personagens principais daquela andança, com destino à cozinha de minha casa, à mesa da cozinha, para ser mais precisa. Sentamos e nos rendemos ao luxo de entornar uma garrafa de Guaraná, mas não qualquer guaraná; aquele havia sido fruto de um furto, na mesma sexta-feira em que palavras viraram cinzas…
 
 
Tomamos todo o conteúdo daquela garrafa em três contrastantes goles. Insultamos muito todas as nossas desavenças, nossas raivas e, sem querer, relaxamos.
Jogamos muita conversa fora, comemos muita pipoca, abrimos uma garrafa de H2OH com limão e tangerina e perdemos as vontades de gritar, socar…
 
Só uma coisa ficou em nossas mentes:
 
Um pacto.  Algo que deixará um brilho a mais naquele palco.
 
                           Irredutivelmente, brindamos e demos grandes e boas risadas.
                            “Keep shining!”
 
 

Notívagos

Era tarde quando fincamos as astes da bandeira sob o solo daquela praia deserta. O vento soprava entre a areia branca, trazendo-a até nossos ombros descobertos. Era uma linda noite de Santo Antônio.
Para sair das comemorações triviais do nosso folclore, entreguei-me à aventura de conhecer o mar da praia de Itacoatiara com um estranho conhecido naquela tarde. Altura média de 1,80m, traços suaves e olhos de um castanho flamejante harmonizavam-se com a regata marrom, a bermuda malhada gasta e uma auto-estima encantadora. Tinha o caráter definido nas linhas de sua mão direita (embora fosse canhoto) e o estilo de vida tatuado nas costas de atleta principiante. A ternura e a simpatia escancaravam-se no seu jeito de comunicar-se. Seus lábios eram de um vermelho tão intenso, suas palavras doces sinestesias ambulantes, seu olhar, reflexo de lúbrico luar…
Vagávamos na noite de celebração ao santo casamenteiro. Corríamos por entre dunas alvas, deixando as marcas de nossos pés na areia fofa, em várias direções, em círculos, tropeços, entrelaçamentos…
A bandeira que trazíamos naquele antecessor da Aurora matinal era o símbolo de uma insanidade juvenil; um descuido amoroso, desses que só vivenciamos na faixa de nossos 18 anos.
E a brisa que vinha do mar aproximava-nos de um abraço tépido, antevendo as cenas cálidas que não ocorreriam naquela cegueira momentânea do horizonte. Eu, uma simples fluminense. Ele, um nauruano fulgaz.
 
A noite desfez-se com o bocejar do sol. O relógio, recostado à mesa de cabiceira de minha cama, despertava-me de mais um desvario noturno.

(:Ascoltatevi!->Una nouva età (Eros Ramazzotti)