La falena e la mia storia di paura

June 25, 2007

             - Por que as mariposas tanto te assustam?

                       Visita anche tu la pagina Wikipedia!!        

     Alguém perguntaria um dia, se visse o ridículo que é o meu encontro nada formal com espécie tão distinta da natureza. Talvez porque se assustasse ou porque achasse tratar-se de uma louca.

     - Não me assustam, senhor. - Diria eu, tentando desviar o foco da atenção para um assunto que não necessitasse de tantas recordações. - Apenas apavoram-me.

     Não me vem  a memória uma data precisa, então, não me atrevo a "chutar" qualquer época. Mas desde que comecei a julgar o que achava belo e asqueroso, sinto que a borboleta velha e feia entrou nessa minha segunda classificação. Seu aspecto acinzentado leva meus desvarios à idéia de algo fúnebre, atroz e assim, simplesmente assim, condenei toda e qualquer representante dessa espécie a ser estereotipada em minhas definições.

     Talvez por esse medo bobo e infantilóide eu tenha me deixado ser pescada por um caçador de mariposas, com sua vara de bambu e seu lampião já quase sem luz. E talvez por esse pavor todo provocado por estas pequenas grandes criaturas eu tenha ficado sobre a proteção dese homem robusto, inquieto, com varições de humor e personalidade e hoje esteja aqui, pescando fantasmas do passado, ofício aprendido após alguns anos de cárcere.

     Nem poderia imaginar o que se pasaria na cabeça daquele interlocutor de estatura mediana ao olhar-me naquela grotesca cena. Indagaria-se sobre o porquê de tanto medo ou seria capaz de acompanhar meus pensamentos, ficando a par de todas as pescarias? Ficaria em dúvida sobre o que fazer ou o que dizer para ajudar-me?

     Passado algum tempo, a mariposa transpos a rua e seguiu seu caminho, rumo a outras varas de bambu. Endireitei a abotoadura do punho direito de minha camisa e, de esgelha, sorri envergonhada, transpondo também a rua, no sentido oposto.

      O homem continuaria lá, talvez atordoado, talvez afogado em pensamentos, não sei ao certo. Talvez ainda esteja lá, na mesma rua, esperando, de alguma forma, ser caçado e içado por uma vara qualquer. Mas, quer saber?

                      La paura adesso non mi farà nulla

                                    Não vale a pena.

(:Ascoltatevi!-> Una nova eta’ (Eros Ramazzotti)

In vacanza!

June 18, 2007

La mia vacanza indimenticabile, che purtroppo non ho mai provato

Dei férias a mim mesma. Estou enferrujada. Há sempre uma linha, um verso, uma prosa..

Um show para contar, fotos para ver, algo para lembrar, pessoas a conhecer, trabalho, trabalho, trabalho… É coisas para escrever. Ler, sempre tem.

Porém falta algo que desperte o interesse em ser publicado.Algumas teorias estão em desenvolvimento.

Querido leitor (se é que existe realmente algum), em breve, prometo, atualizarei esse espaço cibernético.

Não deixe de visitar-nos sempre que possível.

Saudações rubro-negras!

(:Ascoltatevi!-> Romeu e Julieta (Los Hermanos)

Qüiprocó

June 5, 2007

Qüiprocó
   Armênio Vieira
 
Há uma torneira sempre a dar horas
Há um relógio a pingar no lavabo
Há um candelânbro que morde na isca
Há um descalabrado de peixe no teto
 
Há um boticário pronto para a guerra
Há um soldado vendendo remédios
Há um veneno (tão mau) que não mata
Há um antídoto para o suícidio de um pobre
 
Senhor, Senhor, que digo eu
que ando vestido pelo avesso
e furto chapéu e roubo sapatos
e sigo descalço e vou descoberto?
 
(http://www.secrel.com.br/jpoesia.arv01.html)
 
 
Vivemos a Era Qüiprocóica, onde a vida mora no sepulcro e onde a morte abita a casa ao lado. Os bondes já não andam em cima trilhos, contradizendo Vinicius. Já teorizava Cecília: "Há pessoas que nos falam, e nem as escutamos/ Há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam." Num determinado momento de nosso tempo livre ligamos a TV e  facendo un po’ di zaping acertamos na escolha do canal. Está lá: a humanidade cumprindo seu dever animal, competição intra-específica. São homicídios, balas perdidas, mães e pais que esquecem seus pequenos dentro de carros, morte por asfixia. São bombas em universidades, ligações fajutas de resgates no meio da madrugada. É o terrorismo no mundo democrático e globalizado em que vivemos. Não somos dignos de melhores salários, claro, não há luta para isso. Fomos esculpidos a semelhança dos onipotenes que no governam, Lula-lás, Chávez, Bushs. E ainda queremos os princípios da Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade, Fraternidade.
 
 
                                                                                                                  Em que mundo vivemos?
 

La mia prima poesia in italiano

June 3, 2007

 

 

                                Adesso so che il mondo è diverso

                                         E che accanto a lui

      non sono niente.

                                                   Lui gira, gira, gira sempre

                                               più forte

                                                        ogni volta

                        Ed io sono piccola, più piccola, piú piccola

                                                                              Più fragile.

                 più morta.