Quando se quer dar uma GRANDE NOTÍCIA, o que VOCÊ faz?
Eu sou apaixonada por cartas. Na verdade é por palavra e memória, o que se unifica em cartas, já que estas já viraram passado. Confesso receber alguma coisa interessante pelo correio; isso é fruto de um esforço enorme para manter minha auto estima elevada, sempre. Como é fácil arrancar um sorriso meu num dia de TPM ao chegar em casa e dar de cara com um envelope pardo, cheio de selos e com traços a mão que escrevem meu nome. Não tem coisa mais especial, tem? (até tem, claro que tem, mas não percamos o contexto!)
Essa semana recebi um pacote especial de São Paulo. Um livro (enviado pelo próprio autor) e duas revistas de arte. ARTEria. Trabalho de faculdade que questiona minhas escolhas de vida (para variar a arquitetura que te tura…)
Estou engendrando uma campanha. Mas ainda não posso revelar por aqui. Em breve, GRANDES novidades. E, bem, por onde começar a contar novidades? Ora, por cartas! Resolvi que os primeiros a saber do meu grande projeto - em co-produção com um grande artista - seriam pai, mãe, irmã e cachorra. O que fiz? Entreguei-lhes cartas, uma a cada um, endereçada a cada um (não, Mia não recebeu uma carta, porque, coitada, mal sabe latir, que dirá ler). Uma PEQUENA cartabilhete, marcando um encontro, nel salloto principale di questo palazzo, às 10h. Pronto. Informados, educadamente e memorávelmente. Simples, elegante e causador de alguns risos - pode ser considerado ridículo, mas… o que é ridículo?
Ridículo, mas faço. E gosto, e já não acho ridículo. P(r)onto. Tudo é questão de ponto de vista. Como Felipe Martins-Paros em 2004 quis dizer tudo em grego e disse:

porque "um poema é uma festa do intelecto", tal qual Waly Salomão. Peço brindes na internet e recebo cartas do mundo todo. Experimento granolas, sojas, sabão em pó, bloqueador solar; me informo sobre hotéis na França, em Hong Kong, na Tansânia, já recebi camisas, broche contra o preconceito ecumênico, protetor de USB… E os escritos. E os selos. E as caligrafias. É como se o mundo pudesse ser entregue por carteiros com aquelas bolsas nostálgicas de carteiro e ser trancado num baú. Um baú com pedacinhos de memória. Letras. Palavras. Estórias. Sendo assim, vou me retirando do recinto. Hoje às 10h tenho um encontro de GRANDES notícias.
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Antes de partir, fica uma coletânia de informações sobre um assunto que agrada a todo mundo: beijo.
releitura de Gilberto José Jorge, matéria do Blogo do Ailton com a foto mais problemática da história da fotografia.

Ascoltatevi! –> Certe cose non cambiano (Zero Assoluto); Ballo (RAF)